domingo, 1 de novembro de 2009

Amor de Salvação

Na radiola - Total Eclipse of the Heart - Take my Breath Away - Making Love - It Must Been Love - Listen to your Heart


Eram duas da manhã quando Sandro resolveu rascunhar uma carta à Rebeca. Suas mãos tremiam enquanto seu pensamento estava envolto às milhares de coisas que ele quisera escrever pois, há dois meses aquele tórrido romance que abrasara os dois corações terminara sem motivo ou circunstância. Apesar das pequenas brigas, Rebeca e Sandro viviam aparentemente uma felicidade instantânea e emaranhada de momentos de prazer.
Enquanto pensava no que escrever, deslizava sob seus dedos longos e finos sua caneta Bic de cor azul, preferida por dançar sobre o papel como uma bailarina sobre o palco, seus olhos brilhavam sobre o papel branco ainda sem rimas e traços com que ele desenhava mentalmente aquele primeiro encontro que acontecera numa tarde de chuva. Aquele moreno franzino e de olhos lânguidos procurava encontrar a maneira certa de dizer que amara a moça dos cabelos vermelhos cor de fogo, olhos verdes como esmeraldas e andar galante como as atrizes de tv.
A menos de cinco minutos de distância, num quarto de hotel habitado pelas sombras da saudade, Rebeca remexia em livros antigos. Poesias de Camões, Alberto Caieiro e Castro Alves debruçavam sobre suas mãos enquanto uma doce melodia da Legião Urbana tomava as caixas de som e preenchiam um vazio causado pelas vozes de sua alma. Embora estivesse com saudades do moço que lhe chamara carinhosamente de meu anjo, seu orgulho intransponível como rochas oceânicas não a deixavam correr sobre as alamedas floridas do bairro Limoeiro, até a casa azul onde Sandro tentava em vão escrever palavras doces que expressavam saudade e sentimento. A saudade aliada à teimosia era tamanha que ao ouvir um acorde suave de Vento no Litoral, uma lágrima caiu de seus olhos verdes, que eram alegres e vivos, mas que naquele momento estavam tristes e dissaborosos com o fim de um amor tão bonito.
De volta à realidade desconfortante, Sandro riscou as primeiras palavras no papel que certamente já estava impaciente à espera de pelo menos uma palavra de carinho, passavam das quatro horas da manhã e ao longe já podia-se ouvir o cantar dos passarinhos que anunciam a alvorada. "Meu bem mais precioso" foram as primeiras palavras que levaram o moreno a compor pelo menos quatro folhas de palavras de terno querer e uma força inconcebível de amor à Rebeca, que por sua vez chorava copiosamente à frente de um porta retrato atormentada por lembranças que ela insistira em abandonar. Amanhecia quando a campainha de seu quarto soou e um envelope amarelo gema passou por debaixo de sua porta.
Enquanto aguardara a resposta de sua carta, Sandro adormeceu sobre as folhas de papel rascunhadas. Nos seus sonhos, procurava imaginar a amada correndo para seus braços, pedindo para esquecer o que ocorrera para que juntos novamente pudessem ser felizes. Algo inusitado o acordou com o coração aos pulos quando alguém batia a porta, mesmo sem saber quem era, desceu as escadas correndo ofegante, descabelado e com a esperança de que fosse sua amada. Para sua surpresa Rebeca estava à porta com os olhos vermelhos, o coração partido e uma enorme vontade de pular em seus braços.
Foram segundos que pareceram horas: Olhares que se conheciam, mas que pareciam distantes, momentos de tórrido prazer que explodiram na rapidez da troca de olhar, ali estavam os dois personagens que a tragédia do amor resolveu mais uma vez unir. A cada lágrima derrubada por Rebeca, aumentava as esperanças de Sandro que o amor renascido não morreia, e um abraço foi combustível necessário para reascender a chama que desfalecia como uma rosa do jardim vizinho. Fizeram amor como se não houvesse um novo dia e uma nova caminhada e prometeram colocar fim às brigas que colocariam um ponto final à uma história que o destino tratou de escrever.
A tarde de quinta feira caiu sob olhar desconfiado das amoreiras que despejavam suas flores nas alamedas do bairro do Limoeiro. No céu, o azul misturava-se ao branco das nuvens e aguçavam os sentidos daqueles que desafiavam descobrir quais formas aquela mistura trazia, sentados à soleira com os pés descalços, Sandro fazia à Rebeca o pedido que horas antes perturbava seu sono, queria casar-se e oferecer à amada a rotina que sempre desejou ter, dividir sonhos, ter filhos e para sempre semear a felicidade que seu coração irradiava. A resposta da amada não veio como um sonoro sim, mas um olhar doce que exprimia todo o sentimento que torturava seus pensamentos durante todo aquele tempo. Tempos depois, a cerimônia que uniu os dois corações parou toda a cidade, até o sol, que andara escondido por conta do inverno deu o ar de sua graça e abençoou de forma generosa a tarde em que o anjo de cabelos avermelhados e olhos cor de esmeraldas e o moreno de olhos lânguidos subiram ao altar.

domingo, 27 de setembro de 2009

Fim de Tarde!

Sexta feira! Como de costume, peguei minha mochila e me despedi de todo o escritório rumo ao bar da esquina. Toda sexta era assim: despedida rápida e sem muita conversa, afinal de contas já tagarelava o bastante de segunda a quinta e especialmente àquela sexta teria que voar beber o meu choppinho e ir ao encontro de Helena, que naquele dia especialmente seria pedida em casamento. A tarde tinha um bonito azul nos céus e com o horário de verão podíamos contemplar mais um pouco daquele bonito dia de sol e calor que nos matava dentro das salas úmidas a 10°C do escritório de advocacia mais badalado da cidade de São Paulo.
Não queria perder um minuto afinal de contas casamento é para uma vez na vida, mas especialmente naquela sexta feira o céu tinha cores que eu nunca havia visto talvez não por não parar para vê-lo todos os dias, vivendo atabalhoado com processos que deixam qualquer um de cabelos em pé, ou talvez porque quando criança adorava sentar ao muro de casa apreciando o cair do dia e o raiar da noite enquanto mamãe preparava o lanche da noite.
Todos os dias era assim, trabalho, faculdade, copo de leite e cama, quem sabe com as responsabilidades da vida perdi ao longo dos anos a generosidade da natureza de contemplar um belo por do sol, ou um dia de chuva, porque quando chove nesta cidade caótica eu tenho vontade de explodir. Passam das 17h35, eu já devia estar à porta do bar com meu copinho à mão, um bolinho de bacalhau na outra e uma porção de assuntos relacionados ao futebol e aquelas baboseiras de homem revirando minhas faculdades mentais, mas eu estava ali, parado à esquina da Avenida Paulista, cruzamento com a Consolação, contemplando aquele pôr do sol esplendoroso, e imaginando todos os momentos felizes de minha ingrata vida, que foi construída com muito suor e luta, mas que se perdia em não aproveitar momentos como aquele.
A hora voou e quando dei por mim eram mais de 18h00, o transito como sempre parou naquele movimentado cruzamento e as pessoas iam e vinham desatentas ao espetáculo que o céu proporcionava. Umas preocupadas como eu com as mazelas da vida e com suas misturas para o final de semana e outras apressadas em fugir da ferveção caótica que vira a Paulista ao cair da sexta feira, eu já estava atrasado e mesmo assim não conseguia me mover, contagiado com o movimento cósmico das estrelas que surgiam no céu e no lento movimento que fazia com que a lua se tornasse maior e mais envolvente.
Depois de contemplar todo aquele mágico momento me dei conta que muitas vezes temos de dar valor às coisas que parecem insignificantes, mas que na realidade significam muito diante de olhos que enxergam apenas o que os outros querem que enxerguemos. Comecei a caminhar com a certeza de que outras sextas-feiras como essa certamente ocorreriam, pois ali não perdi apenas momentos olhando sem destino para o imenso céu e sim ganhei oportunidades diversas de resgatar uma vida que ficou exaurida a papéis, processos e casos sem solução.
E para quem pensou que este causo terminaria sem final feliz se enganou, porque Helena aceitou meu pedido de casamento e hoje somos um casal muito feliz e que adora contemplar os finais de tarde, mesmo aqueles com o céu nublado ou com torrenciais temporais de verão, mas isso é assunto para uma outra história....

domingo, 2 de agosto de 2009

Uma amizade que virou paixão ...

Na radiola – Photograph (Nickelback), What it Takes (Aerosmith), Lady Starlight (Scorpions).

Surpresa! Foi esse sentimento despertado em mim quando Cinthya, uma de minhas amigas me beijou pela primeira vez, a surpresa não ocorreu no ato em si, mas na intensidade e voracidade com que o beijo foi desferido.Conhecemo-nos há algum tempo e neste ínterim nunca pude imaginar que ela nutrira por mim um sentimento intenso, caloroso e que poderia virar minha vida de cabeça para baixo.
Trabalho a algum tempo em uma empresa de Call Center e nos conhecemos quando trabalhávamos na mesma equipe e por ironia do destino na mesma baia. Involuntariamente ou não, cruzávamos todos os dias pelos corredores antes e depois do expediente, mas não era nada muito profundo, os assuntos eram figurinhas carimbadas: metas, horários e essas coisas que todos nós reclamávamos, a aproximação de fato ocorreu de fato numa quarta feira chuvosa em que a menina que costumava sentar a seu lado faltou e que me atrasei por conta do trânsito, como não havia lugar para sentar e só sobrara um lugar a seu lado, ali me instalei.
Nas primeiras horas, era estranho como ela me olhava e tentava com os olhos puxar algum assunto que nos aproximasse, estávamos numa época boa do mês e eu não queria muito papo porque precisava alcançar a comissão do mês já que logo estaria de férias, porém ao mesmo tempo em que tentava me concentrar no trabalho, não podia deixar de sentir aqueles olhos azuis me fitando, me procurando, ansiosos por uma palavra minha, por mais estúpida que fosse. Sempre fui conhecida por minha delicadeza, mas seriedade dentro da empresa, mas não posso negar que fiquei tentada a responder aquele olhar misterioso, meigo e avassalador.
- Que chuva não é? Fora a primeira coisa que me perguntara, já não se importando com o cliente que berrava ao outro lado da linha querendo alguma informação. Respondi com a cabeça que sim e não dei tempo para que engatasse outra pergunta, mas mesmo assim ela continuou:
- Vanessa, acredita que por esses dias vi um batom que achei a sua cara? A partir daí me desconcentrei totalmente do que fazia e começamos a conversar como se nos conhecêssemos há muito tempo. A hora voou, e a partir do outro dia sentávamos lado a lado e trocávamos figurinhas sobre todos os assuntos, nossa afinidade chegou a tal ponto de descobrirmos a cor de nossos lingeries de acordo com nossos estados de humor e quantos “gatinhos” havíamos paquerado nas baladas de final de semana. Nossa amizade gerou suspeita e aguçou a imaginação de muitas pessoas, principalmente dos meninos de nossa baia, porém não era nada que não pudesse acontecer somente nas imaginações mais férteis.
Cinthya, que já se sentira muito a vontade comigo e que virara minha companheira inseparável num dado dia levantou uma questão um tanto curiosa, o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Apesar de achar que era uma brincadeira sua, principalmente por saber que ela tinha seus enroscos com os garotos de seu bairro e das festas em que freqüentávamos, respondi um tanto receosa que era suspeita para falar e interrompi o assunto, não queria comentar mais num passado não distante, já provara os beijos de certa moça que também trabalhava conosco, por não resistir à tentação de uma brincadeira de verdade ou desafio que foi longe demais, sempre fui curiosa e tudo que é diferente me instiga, por esse motivo resolvi não falar nada para não me comprometer. Meses depois, resolvi contar a Cinthya sobre o ocorrido e talvez isso a tenha motivado a investir sobre mim.
Eram quatro e quinze da tarde de um sábado nublado quando nos encontramos as portas da empresa de Call Center. Naquele dia o expediente terminara mais cedo e decidimos sair para caminhar pelas alamedas rústicas e movimentadas do bairro de Cerqueira Cesar. Eu estava vivendo um affair com um garoto próximo de nós, o romance ainda estava em segredo, pois não queria que nada atrapalhasse aquele momento novo e excitante, decidi que não ficaríamos aquele dia porque contaria a minha melhor amiga sobre o que acontecera e ficaria atenta a todos os seus conselhos para que não me perdesse naquele jogo da sedução. Mal sabia eu que o jogo nem havia começado.
Caminhamos por aproximadamente duas horas e paramos para tomar um suco no MASP, apesar de nublado o tempo estava abafado e nos cansamos de tanto ziguezaguear nas ruas íngremes. Sentira que Cinthya estava mais quieta que o habitual e naquela pausa decidira perguntar se algo lhe acontecera antes de revelar o segredo de meu romance. A resposta de minha pergunta foi uma surpresa estarrecedora e que por muito tempo perturbou minha mente, Cinthya me beijara de maneira intensa, quente, embolando sua língua na minha, me fazendo sentir que todas as palavras que lhe falaria a seguir seriam insignificantes, mais do que desejo, aquele beijo me fez sentir que ela nutrira por mim algo maior que sua amizade, fidelidade e dedicação, descobri de forma inusitada que ela me amava.
Os dias que se sucederam após o caloroso beijo pareciam dias de calor intenso sem sol, tentamos reaver aquela amizade que nos aproximara, conversávamos, mas nada daquilo que dizíamos uma a outra parecia ter algum significado, terminei o meu affair com o “fofo” como gostava de chamar por me sentir confusa e não saber como lidar com a situação: de um lado um rapaz que tinha tudo para me fazer feliz, do outro um par de olhos azuis que escondiam um louco desejo de me possuir e de me oferecer um amor que jamais conhecera de fato. Enquanto minha mente evoluía em acessos de loucura e sanidade, as horas correram e recebi um convite em forma de bilhete para o que mais gostava, com a companhia mais agradável, sorvete de flocos no final do expediente.
A noite estava agradável e aquele sentimento de culpa e agonia já não me habitava mais, em meio a tantas turbulências, decidi me arriscar e viver um momento diferente daquilo que me acostumara, sabia que deveria enfrentar mais uma vez as mentes sagazes, mas dessa vez não me preocupava, só queria que aquela felicidade me completasse como as ondas do mar beijam a praia no pôr do sol, eram nove e quinze quando cheguei à sorveteria disposta a entregar a minha vida nas mãos de Cinthya.

[Continua]

Baseado em fatos reais...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Carta de Amor ..

Extaída de uma fonte não segura .. Por isso não vou postar o nome!
Essa foi a primeira vez que escrevi pra ganhar uma gorjeta .. kkkk

Amorzinho!
São quatro horas da manhã e eu estou aqui escrevendo estas linhas pra dizer o quanto eu gosto de você.
Faz quase trinta dias que estamos juntos e neste pouco tempo pude perceber que todo o esforço que fiz para que ficássemos perto um do outro foi recompensado; valeu cada palavra, cada investida e cada letra. Ao passar do tempo eu posso ver o quanto é maravilhoso e terno estar ao lado de quem se quer bem.
(...) Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar

E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é (...)
Equalize Pitty
Todas as vezes que me lembro de nossos momentos, me bate uma nostálgica vontade de estar ao seu lado, te envolver nos meus braços e te dar um longo beijo. Sim, um longo beijo daqueles de se perder o fôlego e procurar o ar com as narinas, um beijo em que as línguas num gesto autônomo e involuntário se procuram, buscando sua plena satisfação de prazer. Todas as vezes que estamos juntos é maravilhoso, indescritível e não tenho palavras para mensurar a infinidade do bem querer que eu sinto por você.
(...) Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Tudo que eu preciso é de uma chance
De alguns instantes (...)
Jota Quest. – Vem Andar Comigo
Depois de andar a deriva por muito tempo procurando por alguém que pudesse cobrir um deserto quase infinito, descobri que bem próximo existia alguém de passos vagarosos, mas decididos, olhar distante, mas que diz aquilo que o sentimento realmente expressa um sorriso tímido, mas lindo, uma formosura que se descoberta apaixona, me faz crer a cada dia mais que a minha felicidade está completa e eu me sinto muito realizado por isso.

(...) Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar
Ver o seu sorriso enquanto dorme
Enquanto você está longe e sonhando
Eu poderia passar minha vida inteira nessa doce rendição
Eu poderia me perder neste momento para sempre
Todo momento que eu passo com você é um momento que eu valorizo (...)
Aerosmith – I Don’t Wanna Miss a Thing
Beh, todos os momentos que estamos passando juntos são especiais, ÚNICOS! E eu não poderia deixar de registrá-los nessas palavras, do quanto eu adoro você, do quanto eu adoro estar ao seu lado, te observar trabalhando tentando decifrar o que está pensando enquanto estamos separados, nas mensagens via sms, nos momentos em que temos que fingir que somos “normais” e funcionários da mesma companhia. Muitas vezes eu tenho vontade de jogar tudo pro alto e correr pro seus braços sem pensar em nada, mas como sei que isso ainda não é possível, tudo isso fica aqui guardado em meu pensamento.
(...) Deitado perto de você, sentindo o seu coração bater
E imaginando o que você está sonhando
Imaginando se sou eu quem você está vendo
Então eu beijo seus olhos e agradeço a Deus por estarmos juntos
Eu só quero ficar com você
Neste momento para sempre, para todo o sempre (...)
Aerosmith – I Don’t Wanna Miss a Thing
Espero que essas palavras cheguem a você como uma doce brisa, como um sussurro em seus ouvidos de alguém que descobre a cada dia que passa o maior significado da palavra “carinho”, ternura, afeto e todas essas outras palavras que exprimam sentimentos bons. Eu quero deixar claro para quem quiser ouvir que eu ADORO você amor, e que este sentimento que me consome a cada dia que passa te contagie também e que possamos ser muito, mas MUITO felizes...
(...) Está em mim
Yeah eu tenho que lhe contar algo
Isso esteve na minha mente
Menina eu preciso dizer
Nós somos cúmplices em um crime
Você tem certamente algo
Que você me dá
E leva todo meu fôlego
Agora o que dizem nas ruas
É que é o demônio no seu beijo
Se o seu amor pegar fogo
É um fogo ao qual eu não posso resistir (...)
Aerosmith - Cryin
Saiba que eu estarei ao seu lado para o que precisar. Além de ser seu companheiro, eu quero ser seu amigo, seu confidente, alguém que possa te amparar nas horas e nos momentos em que você mais precisar, eu quero ser aquele que te da às maiores alegrias e te apóia nos momentos de tristeza.
(...) Meu amor
Levei tanto tempo pra te encontrar
Alguém que chegasse pra me libertar
Me entreguei de novo a mais quem diria
Meu amor.
Esse sentimento no meu coração
Veio pra acabar de vez com a solidão
Outra vez sentindo essa alegria. (...)
Belo – Perfume
Que todo pôr do sol possa assistir de camarote a maioria de nossos beijos, dos nossos abraços e compartilhar do carinho e da cumplicidade que demoramos tanto para juntar, mas que daqui por diante só crescerá e que só diminuirá ou se quebrará caso queiramos.
Eu adoro muito você meu amor, e a cada dia que passa mais e mais...
Um enorme beijo daquele que sempre vai ficar do seu lado...
Frederico Evandro, seu amigo-amante.

(...) Em Todo lugar que estou olhando agora
Você me cerca com o seu abraço
Baby, eu posso ver a sua Aureóla
Você sabe que é a minha graça salvadora,
Você é tudo que eu mais precisava,
Isso está escrito em todo o teu rosto
Baby, eu posso sentir a sua Aureóla,
Vou orar para que ela não desapareça. (...)
Beyoncé - Halo

Que o infinito das nossas palavras nos leve para um infinito de sentidos...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Emilie ...

Eram seis da tarde quando Emilie decidiu declarar todo seu amor a Clark. Eles trabalhavam juntos há pelo menos um ano, porém ele homem de meia idade e charme que conquistaria até mulheres desacreditadas nunca percebera que aquela bela morena de olhos verdes escondia um sentimento avassalador e que ela julgava muitas vezes bobo e infantil.

Ao passo em que os minutos corriam, Emilie entrava em labirintos com seus pensamentos, porque afinal de contas não seria fácil dizer ao maior galã de sua agência de publicidade que ela estaria apaixonada e pior, que era coisa séria, um enlace com direito a casamento e toda aquela parafernália. Já passavam das seis e dez quando ela de maneira tímida recusou o convite dos colegas de seção para o tradicional happy hour da tarde.

Clark era um sujeito que não era muito ligado em sentimentalismos, tinha o instinto de um animal quando o assunto era se relacionar, já fora casado anteriormente e não queria “enroscar-se” como dizia para não ter que dar “explicações” sobre onde estava com quem estava e que hora chegaria. Apesar disso sentia muito apreço pela amizade daquela morena cobiçada por todos em seu departamento, mas que não dava bola a ninguém porque já tinha em sua vida um “escolhido”. Ele a alertara uma dezena de vezes para não dar atenção aos “vagabundos” da rua e que seu amor seria uma espécie de tesouro para qualquer homem, porém ele mal sabia que ele era o escolhido para desfrutar de tal amor valioso. As luzes do escritório apagavam-se devagar as seis e vinte e quatro quando os dois cruzaram seus olhares já sabendo o que este queria dizer, era um convite animado (a dois) para um chá em uma cafeteria a poucos quarteirões dali.

No caminho os dois conversaram calmamente, o assunto em pauta era a gincana entre agências que ocorreria na semana seguinte, Emilie como sempre queria saber das empreitadas amorosas de Clark a fim de defender-se daquela idéia que julgava ser ridícula, declarar o seu amor, mas diferente de outros dias Clark deteve-se a falar somente sobre a demanda de trabalho e de como a próxima semana seria difícil. Isso frustrou momentaneamente Emilie que tentava encorajar-se para dizer duas ou três palavras que mudariam suas vidas para sempre.

Ao chegarem à cafeteria, o clima aconchegante e o cheiro sedutor do café aguçaram a imaginação de Emilie que começara a falar eloqüentemente sobre o misterioso homem que habitava a imensidão de seu coração e Clark ficou intrigado em saber quem era aquele homem. Por mais mulherengo que fosse, talvez o seu sonho fosse encontrar alguém que o compreendesse e estivesse do seu lado como companheira e não dona, Emilie preenchia estes requisitos mas seu coração bandido não acreditava que ele pudesse ter tamanha sorte. O assunto desenrolou-se ao gosto suave do café feito na hora e de biscoitos amanteigados.

Horas depois caminhando de encontro ao metrô, Emilie declarou todo o seu sentimento a Clark. Algumas palavras saíram embriagadas pois as lagrimas tomavam conta de seu rosto, como ela costumava dizer coisas de mulher sentimental. Ele surpreso e angustiado não conseguia acreditar que a mesma mulher com quem compartilhava seus mais obscuros segredos era aquela que lhe escolhera para ser o homem de sua vida. Uma confusão de pensamentos lhe atormentava de tal modo que era impossível prosseguir, parou e pensou que era chegado o momento que aguardara por toda a vida, era a hora de abrir as portas de seu coração para o amor.

Enquanto Clark retorcia-se em seus pensamentos, Emilie já mais descontraída e divertindo-se com o que acabara de aprontar sentia-se mais serena, mais calma e estava disposta a seguir até o fim para conquistar o homem de sua vida. Ela usou de argumentos convincentes, sedutores, ousou e causou no coração bandido uma enorme dúvida: seria capaz aquela moça de olhos verdes corresponder a todas as atribuições que ele desejara com muita força, força essa capaz de magoar outros corações por mero capricho? Como não podia responder a essas perguntas com prontidão, Clark resolveu pensar e pediu um tempo a Emilie, que já estava satisfeita em ter dito tudo o que sentia, o que viria a seguir seria fruto do destino, e como ela acreditava bastante certamente o desfecho seria feliz.

Os dias passaram e a alegria que tomara conta dos olhos de Emilie desapareceu, era como se fosse um jardim vazio, devastado por um ataque nuclear. Seu amigo Clark antes receptivo e bem humorado pouco falava, evitava ao máximo o contato entre os dois e andava pelos corredores com o semblante fechado, Emilie já estava desacreditada e pronta para arrumar seus pertences às seis quarenta de uma terça feira quando Clark a convidou para sair.

O fim de tarde gélido pôde assistir a um encontro cheio de dúvidas e receios, Clark perguntava diversas vezes a Emilie porque o escolheu, ela por sua vez dizia que o coração não escolhe e que desse uma chance para que pudessem enfim construir uma história, abraçaram-se, e a noite começou a esconder o dia quando aconteceu o primeiro beijo. Ao passo que a noite caía dois sentimentos unidos por apenas um desejo começavam a escrever o seu nome na galeria daquele que seria para o mundo o amor de todos os tempos.

[Continua]...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ela!

Olhos vazios, corpo magro e esguio, um charme nada peculiar para quem acabou de completar 25 anos, ela que não gosta de seu jeito quieto e calmo caminha lentamente pelos corredores daquela grande central de Call Center. Ao observá-la pela primeira vez, indo à praça de alimentação com sua prima, me inquietei com aqueles passos calmos, cheios de graça e leveza e vi que ali suplantava um interesse que seria maior que a chance de viver, certamente eu teria de me aproximar, me apresentar e tentar convencê-la de que aquela súbita aproximação não passaria de uma infrutífera vontade de beijá-la apenas, mas sim de criar um elo, alguma coisa duradoura, maior que o inverno e as quatro estações do ano.
A cada dia que passava tudo ficava mais claro em minha mente e aquele olhar languido e vazio contagiava o meu ser cada vez mais, me fazendo cometer impropérios como distribuir a torto e direito minhas opiniões furiosas sobre quaisquer temas, qualquer coisa que me fizesse aproximar dela, que a fizesse desviar os olhos vazios e gelados do cliente do outro lado da linha, e que eles se transferissem a mim, foi em uma dessas opiniões que descobri seu nome num sábado de sol.
Ela era um tipo de mulher diferente das outras: Era quieta, caseira e pouco receptiva a estranhos, tive uma enorme dificuldade para penetrar em seu mundo paralelo, cheio de pensamentos e medos, foram meses até um primeiro diálogo que não passou de um “oi, tudo bem?” ainda cheio de “dedos” e receios, e com o tempo eu consegui que ela me dissesse oi todos os dias, para mim que estava acostumado a cantadas baratas e apenas uma noite de amor, passou a ser um desafio o simples fato de agradá-la, sim, ela teria de ser minha.
Passaram-se dias, meses, incertezas, briguinhas, birrinhas, provocações, beijos na trave e selinhos mesmo, até que eu conseguisse convidá-la para sair, tarefa para Hercules e seus doze trabalhos, Maximmus e sua arena de gladiadores, porque ela não dava uma trégua para meu famigerado coração considerado vingador e à deriva pela maioria de meus amigos. Porém ela, com sua paciência chinesa e senso de torturadora digna de inquisição não se moviam, não sei se por extremo gosto em me ver arrastar as asas, o corpo e todo o resto para ela, ou puro medo de entregar-se a uma e nova arrebatadora paixão. O relógio correu de encontro ao inevitável, o nosso primeiro passeio. Já havia programado tudo para aquele sábado: Ela trocaria de horário na central de Call Center, e no fim do expediente nos encontraríamos num local determinado para irmos de encontro ao que os deuses do Olimpo já haviam predestinado.
O tão esperado sábado chegou nublado, e com ar de quem não deixaria o sol nos agraciar com seu calor e beleza, eu cheguei animado e um pouco atrasado ao trabalho devido a um acidente provocado por uma colisão entre carros, mas ao ver aquela figura frágil, de olhar inocente e que ansiava por cruzar os meus, logo senti o calor abrasando as maças de meu rosto e obtive a certeza de que este era o dia “D”. As horas logo voaram e a hora do tão sonhado encontro chegou, ela como mulher atrasou-se para chegar ao local marcado colocando meu coração a pular inquietamente tentando pensar na melhor das hipóteses que ela se atrasara, coisas de mulher!
Caminhamos lentamente sob um tímido sol da Avenida Paulista até o ponto de ônibus mais próximo, ela inquieta por saber aonde iríamos e eu por não acreditar que aquele momento chegaria depois de tanto tempo. O local do escolhido para o nosso primeiro passeio foi o parque do Ibirapuera, que nos momentos mais aterradores me trás paz, serenidade e calma para enfrentar as atribuladas curvas da cidade que não para. Caminhamos por suas alamedas desfloradas pelo frio outono e paramos próximo a um lago dividido por patos e carpas.
Minhas mãos deslizaram por seu rosto enrubescido pela vergonha que sentia, seus olhos corriam de um lado pro outro e sua respiração descompassada aguardava ansiosa o encontro daquelas duas bocas. Foram beijos intermináveis naquele frio pôr do sol, por um instante o tempo parou e ela repousou a cabeça sobre meu ombro, com a promessa de que nunca mais fugiria, naquele momento eu conseguia ler em seus olhos cabisbaixos e tristonhos que mais uma vez a fulgura da paixão se instalara por ali.
O sábado terminou com o vento balançando a copa das arvores do parque do Ibirapuera e eu e ela, abraçados, caminhamos rumo a um destino incerto, mas com a convicção do que suplantamos um sentimento que germinará durante o inverno e renascerá forte e sublime com a primavera, assim fomos juntos eu e ela, ao encontro daquilo que desconhecemos, o que virá a seguir somente o tempo vai dizer, enquanto isso não rola, vamos deixar acontecer....

[Continua...]

sábado, 13 de junho de 2009

Era outono ....

Para todos aqueles que esperavam uma historinha de dia dos namorados ....

Era outono! E as flores que margeavam a rua das oliveiras levavam a casa de um tal João Serafim. Ele era um moço que havia acabado de perder um grande amor, mas estava na flor da idade para se sentir tão sozinho.
Seus amigos diziam que aquela não era realmente a garota com quem poderia contar, mas ele ignorou os avisos e em devaneios de paixão prometeu caminhões de flores e até um casamento cheio de pompas. O que ele não sabia é que a moça não compartilhava destes pensamentos e na primeira rusga por qualquer motivo fútil, ela partiu como sol na alvorada manchada de rosa e azul.
Depois daquela partida João Serafim nunca mais foi o mesmo: trocou os dias pelas madrugadas, deixou de comer e até tomou gosto pelo cigarro e pela bebida. Esqueceu dos amigos, tornou-se um cidadão amargo, com pensamentos vis e pessimistas.
Ele dizia consigo mesmo:
- Vês o que a solidão me provoca!?
- Basta ser sozinho para saber que não estou livre, me sinto preso nas algemas do seu amor.
Eis que numa gélida manhã, na mesma rua das oliveiras que um dia abrigou as folhas das arvores caídas surge uma moça bem aprumada e cheia de estirpe, ela procura uma casa aquela que nunca esquecera, ela procurava João Serafim.
O encontro não foi como os contos de fadas, não haviam músicas harmoniosas, mas um misto de lágrima e dor, o desfecho foi lancinante, doloroso e para todos aqueles que sonharam com o final feliz do João Serafim, feliz ou infelizmente isso não ocorreu.
Entre sussurros e pedidos de desculpas, palavras cortantes como aço e vidro despedaçaram aqueles dois corações que um dia juraram amor eterno. Ela ofereceu vantagens, uma casa nova com varanda onde o sol do meio dia aquece os corações mais gélidos. Ele alegou que não seria comprado por sol nenhum e que sua dor era pungente e que ela poderia ir embora.
Era fim de outono, quando ela fechou a porta e deixou para trás toda a felicidade que podia ter, certamente aquele inverno seria longo para dois corações maltratados pela volúpia do pertence, pelo frio da solidão e marcados para sempre, todo sempre por uma palavra que não foi proferida, a redenção.

Nem toda história de amor tem um final feliz, e muitas vezes viver sozinho nos liberta de males terríveis. Por isso saiba que nada é eterno demais que não possa terminar de uma hora para outra.

Feliz dia dos namorados!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pavilhão:

Quando meu pai faleceu em setembro de 2006, procurei insistentemente por alguma coisa que me fizesse esquecer e seguir em frente. Perder alguém que te incentive, que te guie é muito difícil, por mais coisas que eu fizesse nada me faria superar tamanha perda. Até que em um inusitado domingo a Jú me chamou pra ir à quadra da Águia de Ouro, que fica no bairro da Pompéia. Seria estranho demais ir a uma quadra tão distante (tecnicamente), pois perto de minha casa tenho “n” opções de escolas de samba (todas tradicionais), mesmo assim decidi aceitar o convite e ver aquela batucada contagiante de que todos falavam.

Ao chegarmos embaixo do viaduto, a movimentação era intensa, pois estávamos já em outubro e o carnaval seria no início de fevereiro, muitas famílias freqüentam a escola que recebe de braços abertos quem a visita. Encantei-me em ver como pessoas que nem sequer nos conhecem sejam receptivas e calorosas. Para este carnaval, a escola falaria das manifestações artísticas de artesanato, e da cultura popular, o tema é sugestivo, pois afinal o carnaval é uma dessas manifestações.

Antes do esquentar dos surdos e tamborins, acontecia uma animada roda de pagode no palco, com músicas que remetiam um passado não muito distante, e que me faziam lembrar meu velinho que eu acabara de perder, aquele sentimento mix de tristeza, felicidade e lembrança me fez ficar muito a vontade e sentir que há tempos eu era íntimo de todas aquelas pessoas.

Exatamente as 20h36 minutos, Juca, o mestre daquela batucada maravilhosa (não digo isso porque já desfilei pela escola, mas porque já era fã daquela batucada) apitou chamando os componentes para que o ensaio começasse. A cada convenção, a cada paradinha ou desenho, meu coração que já tinha sentido aquela sensação (não vou dizer o nome da escola por motivos óbvios) pulsava, pulava, como se fosse um compromisso, um chamado, designo que eu devesse seguir, me senti estranho por pensar que tal sensação tomasse conta de mim novamente. Acompanhamos o ensaio entusiasmados com o andamento cadenciado da bateria, e da letra do samba que meses depois seria ovacionado na avenida, mas isso é assunto para um novo post.

Ao terminar o ensaio, já não me agüentava e tinha de perguntar como fazer parte daquela grande família, num primeiro momento me senti receoso, pois sei que a maioria das baterias paulistas já tem seu time formado muito antes do carnaval por conta dos ensaios e coreografias para que o desfile não perca seu brilho.

Após conversas com o Luciano (diretor dos tamborins) e com o próprio mestre Juca, acertamos que nos finais de semana seguintes eu entraria na escolinha de bateria e quiçá poderia fazer parte daquele time de ritmistas. Já no primeiro domingo de ensaio na escolinha, fiquei no ensaio da noite para tocar com a bateria principal, fiquei tão nervoso que até quebrei a baqueta enquanto suava frio para não errar nenhuma subida, nenhum desenho, dar o meu melhor e conseguir o trunfo de desfilar na escola de samba que havia se transformado na “paixão de São Paulo”.

Desde que eu havia começado em novembro de 2006 o tempo havia passado como um Ferrari nas retas de Interlagos, os ensaios tensos como devem ser para que nada saia errado, as pessoas e o bom ambiente contribuiu para que tudo corresse perfeitamente, o dia do desfile se aproximava e a paixão arrebatadora que caiu sobre mim aumentava. A cada frase dos samba exaltação, da letra do samba, me fazia crer que havia um motivo para continuar e que a vida tinha muito sentido.

Foram dois anos de emoções (positivas e negativas), muitos amigos, muitas broncas, viagens, apresentações que me fizeram crer que um pavilhão é tão importante quanto à família que temos amá-lo e respeitar significa ver o seu coração bater forte mesmo quando você está distante vendo um vídeo no youtube ou ouvindo seus sambas em mp3, é uma pena que estejamos tão compromissados com o trabalho e o capitalismo que não tenhamos tempo para curtir e aproveitar momentos que são pequenos, mas muito valiosos.

Não preciso nem dizer que este será o meu eterno pavilhão e não o troco por nada e nem por nenhuma outra agremiação, não importa se já são 13 campeonatos, ou se a escola é do time do meu coração, o mais importante é saber que você ama uma escola que respeita seus componentes e cobra de maneira clara e límpida que você tem de ser fiel ao que acredita.

Águia de Ouro, eu sou e sempre serei, não importa o que digam, mesmo distante, eu sempre vou amar você!

domingo, 11 de janeiro de 2009

1 ano depois ....

Voltei!
Depois de mais de 365 passados, dores superadas, choradeiras veladas e alegrias descontroladas eu voltei!
Passei por "perrengues" inacreditáveis, conheci muita gente bacana, reatei sonhos impossíveis de se realizar, casei, descasei, casei de novo, descasei e fiz escolhas que julguei certas, mesmo que para muitos sejam as escolhas erradas.
Encontrei durante todo o ano de 2008 obstáculos fáceis e difíceis de se superar, tive uma fé incondicional que muitas vezes coloquei em xeque, fiz amigos onde não imaginaria jamais e criei vínculos eternos, me decepcionei com pessoas que aparentemente sorriam mas escondiam uma face assombrosa, vi minha escola de samba cair para o grupo de acesso, voltei a fazer faculdade, e lá já descobri que existem muitos que pensam igual a mim, atingi metas inatingíveis e fiz muita gente torcer o nariz e reverenciar-se a um estilo único, cheio de malícia, malandragem e que vai conquistando como um letal veneno. Vi 2009 chegar no meio da rua, abraçado a pessoas que até seis meses atrás pareciam estranhas e comemorei estar vivo e vencido mais uma batalha. Depositei meus sonhos numa dose de Amélia e ingeri com uma vontade jamais vista e esperei o amanhecer no quarto do hotel como uma criança que espera seu presente de Natal antes do dia de Reis.

Eu projetei meu ano novo com base nas conquistas que almejo, sem olhar para trás, para chorar ou lamentar o que passou, como um sábio pesei o que seria necessário para ter sucesso e sorte e lancei minhas esperanças em mais uma dose, dessa vez maior e decidi hoje dia 10/01/2009 voltar a escrever. Como já havia dito há séculos, não quero fama e nem quero que meus achados sejam lidos por milhões, quero pura e simplesmente discordar daquilo que vejo e não sou obrigado a aplaudir!


O tempo passou, mas eu meu bem, estou aqui, firme e forte!